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AD? |
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Muitas manias surgiram no século XX, entre elas as abreviações e os angliscismos. Antigamente AD significava “Annus Domini” (Ano do Senhor) e aparecia em todas as publicações impressas oficiais, junto com o “Nihil Obstat” da autoridade eclesiática local. Agora virou “Autor Desconhecido”. Substancial perda de poder e de pretígio. O que é mais importante a “Rosa” ou “O nome da Rosa” do excelente Umberto Ecco? O perfume ou o apelido? Em sã consciência, digam-me quem nesta vida verificou a autenticidade de uma “Nota de roda-pé”? Ela estaria de acôrdo com as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). É claro que ninguém. Quem sabe fazer realmente referências à trabalhos publicados na internet? Claro, “dentro das normas”! Que Normas? É óbvio que da “Modern Language Association” (Associação da Língua Moderna), que estão publicadas na página da internet www.lib.ohio-state.edu/guides/mlagd.html, 02/02/2004. Infelizmente em inglês. É obrigado a colocar data sim! É a data que a pesquisa foi feita. Afinal de contas o “sítio” pode sair do ar, não é? “Sítio” é mais simpático que “site”, e devemos valorizar a nossa língua. Eu não votei no Lula, mas confesso que aprecio o sotaque nordestino dele, muito mais do que os discursos do FHC (outra vez esta mania de siglas), oriundos da Sorbonne. Já houve tempo que nada podia ser publicado sem a anuência do poder secular ou do temporal. O importante são as idéias!
O importante são as rosas!
Moacyr Mallemont Rebello Filho
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