A musa cubana

ACT

03/2002

 

 


 

Teus traços, teus  braços,

como que me enlaçando
    Eu, mesmo que me achasse perdido, 

em ti vou me encontrando
    Revelas minha face mais escondida
    Algo que temia não mais possuir

    O medo

 

    porque ousado me atiro em viagens que só o poema pode!
    posto que o amar me incita!
    Mas esse desvairado atirar-me me isolava 

em mim mesmo
    já não sentia medo!!

 

    Agora não ouso pensar em ficar distante! 

Já que prisioneiro.
    Tenho medo!  de que o sonho acabe, acorde
    E nem poeta seja, então, se sem musa, 

sem ser poeta como sentir?
    Estarei morto!

    Então reviva sempre meu coração dormente minha musa cubana
    mesmo que o teste no medo de perder-te
    mesmo que o teste na   ânsia de não ter-te
    que é  a vida de um poeta sem sua musa?

 

    E' como letra morta, com ausência de vida.
    Porque enquanto em teus braços 

me aconchego divina musa
    meus sentimentos em turbilhão afloram
    E se estou só me sinto em multidão
    E se estou triste entro em êxtase, 

me alegro !!!

    Então sonho.... Que importa ao poeta que seja apenas sonho.... É tão bom sonhar....

    Do seu amigo para sempre

 

 

 

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