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"Dia dos Pais", seria
redundância minha, falar que é simplesmente um dia comercial. Bom
para o comércio e para a economia do país, assim como tantos outros
dias determinados pela simples marcação de uma data.
Queria nessa minha crônica falar das "mamães de gravata", esse foi
o título usado por Ronnie Von no seu livro, quando explica que teve
de criar seus dois filhos sozinhos sem a presença da mãe.
Eu empregaria esse termo também "mamães de gravata", àquelas
mulheres que por alguma razão, ou porque foram abandonadas, ou
porque ficaram viúvas, ou pela famosa "produção independente" ou
seja por opção, tiveram que assumir e criarem seus filhos, sozinhas,
sem um pai.
Mulheres que assumiram papéis de mãe e de pai ao mesmo tempo,
sofrendo preconceito e discriminação. Mulheres que renunciaram à sua
vida em prol da vida de seus filhos, para educá-los, criá-los e
sustentá-los. Essas mulheres podem ser consideradas verdadeiras
heroínas. Algumas conseguiram conciliar à sua vida pessoal à criação
dos filhos e dessa maneira reconstruíram a sua vida sem renunciar
bruscamente a sua satisfação pessoal. Outras , no entanto, por
dificuldade ou por opção, dedicaram toda a sua vida a criação dos
filhos, renunciando a tudo. Essas mulheres merecem todo o nosso
respeito e admiração e muito mais ainda a dos seus filhos que
acompanharam de perto a sua luta e o seu sofrimento.
Eu não sei se o apelido certo para essas mães seria "mamães de
gravata", ou se seria melhor "papais de saia". O que sei é que
elas, assim como os pais, também merecem uma homenagem dupla pelo
papel que desempenham na sociedade.
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