Infante

Quietude inerte de harmoniosa noite,
Olhar voltado para a amplidão distante,
Corpos celestes qual suave açoite,
Brasões dourados no corpo do infante.

Aves noturnas num revoar dolente,
A perlustrar no espaço do infinito oculto,
Plácido bailado de evolução crescente,
Bela plumagem circunscrevendo o vulto.

Cálido orvalho de singelo manto,
Flores silvestres de matizes feitas,
Canção da vida sufocando o pranto,
Folhas caídas, a rolar desfeitas.

Velejando alhures no caminho do tempo,
Na infinita estrada do meu percorrer,
Sinto lembranças de arrebatamento,
Singro distâncias no alvorecer.

 

Wellington Macêdo

wellmac_macwell@hotmail.com

 

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