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São
aqueles que com o passar dos anos
Não são mais filhos
Passam a serem pais e amigos
Pois assumem o papel
De cuidar, de zelar
E de amar muito mais os seus pais.
São aqueles que não medem esforços
Para compreenderem e amarem ainda mais
Àqueles que lhe deram a vida,
e lhe criaram com todo amor.
São aqueles que depois de tantos anos
Entendem que não devem mais cobrar
E sim ofertarem e se doarem com toda dedicação.
São aqueles que entendem
Que os anos desgastam
Que a agilidade já não é mais mesma
Que os passos estão mais vagarosos e vacilantes
Que as mãos estão trêmulas
Que as pernas estão fracas
Que a voz já não é tão firme
Que a memória "prega peças"
Que os olhos estão nublados
Que os cabelos estão brancos e escassos,
E mesmo dessa forma trabalhosa
Os amem ainda mais
De forma total e incondicional.
São aqueles que vêem nos pais idosos de hoje
Os pais atuantes do passado
Que trabalharam e suaram
Para sustentarem a família
Dando-lhes o melhor que podiam.
Que também cumpriram a sua obrigação
Para com a sociedade, e mesmo assim,
Hoje estão na escala de "aposentados"
Quase sem nenhum direito e esperança,
Desrespeitados e humilhados.
São aqueles que reconhecem
Que a velhice não mata, apenas amadurece
Que independente da idade
Eles continuam com gostos
Com opções e preferências
Com vontades e opiniões
Que devem ser respeitadas.
Que gostam de serem ouvidos
E de participarem.
Pois não estão inválidos
Muito menos mortos.
Os verdadeiros filhos são aqueles
que conseguem enxergar nos seus pais hoje,
como eles serão amanhã,
e assim sendo,
amá-los e respeitá-los cada vez mais.
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