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Minha menina,
É fruto sagrado.
Foi semeada na inocência do acaso,
Como flor silvestre colhida recente,
No frescor matutino, sinto seu perfume,
Na intimidade, entre canteiros, plantei sua semente.
Fonte d’água que me enche de alegria,
O sol de seu sorriso, luz morena,
Marca minha existência,
Carinhosamente foste esculpida em ébano,
Como lírio à sombra do carvalho,
Deusa de cedro, cedro do Líbano.
Linda pérola! Minha filha!
Pássaro que alçará vôo,
Vôo que o tempo infinito levará de mim.
Nas primaveras espero que floresças,
Rego todos os dias com esperança,
A rosa ímpar de meu jardim.
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