Inevitável busca

Eu queria falar desta fome infinda,

Que varre o peito e desenterra a alma nua...

Retratar em prosa ou versos os motivos infames

Que nos trazem à vida.

 

Ah Deus! Queria, eu, avisar a juventude,

Escrever-lhes um mapa abreviando o caminho,

Antes que fossem devorados pelo desejo de ter o outro.

Mas já é setembro, e,  a primavera roubou-lhes a inocência...

 

Plantemos agora os sentimentos...

Deixemos, pois, que as águas movam os moinhos...

Talvez, assim, o inverno não seja tão frio,

E a saudade levada pela brisa encontre seu destino.

 

Será, pois, o amor o desterro que todo coração busca,

Solitário, feito para alimentar um corpo

Mas que, insensatamente, insatisfeito, insano,

Tentará alimentar outro.

 

 

 

 

 Menu

"Cantinho dos Poetas"