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Na noite de neve
em que eu sai para te ver
Os meus pés estavam descalços,
Não senti nada, só queria estar com você,
Te abracei e escorei minha cabeça no seu peito,
E escutei as batidas suaves do seu coração.
A neve caía suave,
Gélida, mas eu não a sentia,
Pois só queria estar com você
A neve caía suave,
Gélida, mas eu não a sentia,
Por que eu estava com você,
E o meu corpo era esquentado pelo calor do seu corpo.
Na noite de neve em que saí para te ver,
Os meus pés estavam descalços,
Eu queria te impedir,
Por que não queria te ver partir…
Por isso agarrei o seu braço,
E o puxei para mais perto de mim…
Na noite de neve em que eu saí para te ver,
Você me disse que voltaria,
Não acreditei, pois sabia que aquilo não era verdade,
Eu via pelo seu olhar o que era verdade
E o que era mentira,
Não tente esconder nada de mim, pois te conheço bem,
E eu saberei tudo só pelo seu jeito de olhar para mim.
Na noite de chuva de primavera,
Você novamente tentou me dizer adeus,
Eu gritei “não!” para te impedir de tentar partir,
Os nossos corpos estavam encharcados
Com a água da chuva de primavera
Que caía forte sobre nossos corpos,
Você não se espantou quando eu gritei,
Você me olhou com uma expressão doce,
E eu caí naquele encanto da chuva de primavera,
E eu caí naquele encanto da paixão que você expressava…
Você me disse que voltaria,
E realmente…
Aquilo não era verdade…
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