Solidão Companheira

É madrugada e me acompanha a solidão;
Companhia fiel que nunca, jamais me abandonou
Nos momentos mais difíceis, quando dói o coração
Pela ausência daquela que talvez nunca me amou

Solidão Companheira que faz rápido o tempo passar
E ameniza a dura espera de alguém que sei, não vem
De alguém que não veio e sei também, nunca virá
Me deixando só, olhando o nada, buscando o além

Mas além também eu vejo e rápido percebo
Que possível é, na solidão buscar também sorri
E mesmo sem carícias, olhares, toques e beijos

Alegro-me em perceber que ainda não morri
E num abraço unitário, ímpar e singular
Adormeço tranqüilo, pois amar sozinho também...
                                           ...é amar.

 

Bruno José Ferreira de Sousa

bruno.sousa@redecelpa.com.br

 

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