Morto

Lânguido véu do palor no semblante
Despertou-me ao frescor do amor -
Via-lhe - ó rosa - do viço em langor
Ao ferir da finda lira cortante?

D'outros sonhos, desperto e distante,
Eu me vi - a rosa na palidez da cor -
Níveo véu das fantasias do albor;
Estremecia meu peito infante!

Ó Rosalinda, fora sonho ou não?
Bendigo o doudo poeta sem senda -
Segue-lhe a triste e vã ilusão...

Maldito desperta - o peito em fenda,
Donde a jorrar não contempla o sangue...
Talvez o néctar farto - negro e langue...



 

Thierry Mickael Motta

thierry_mickaelmotta@yahoo.com.br

 

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