As memórias de uma águia

Abro os olhos e observo tudo em minha volta
Tudo continua como sempre
O infinito ao alcance dos meus olhos
Não tenho idéia do que me espera
Sinto o vento gélido tocar como se

acariciasse minha face
Seu sopro nos cumes parece um chamado
Excita e assusta
Movimento meu corpo ainda adormecido para sentir ainda mais o toque do vento
Meus músculos ainda estão doloridos

da minha ultima jornada
Foi longa e cansativa, mas não posso me negar a desbravar essa imensidão que tenho ao meu redor. 
Minha natureza chama
Tenho mais em meu coração do que anos para viver
As aventuras que vivi servirão de combustível

para as que irei viver
Esta chegando à hora
O meu amigo vento já fez seu chamado
Soprou forte lá para os lados do oeste
Já conheço aquelas bandas
Não me importo, irei mais longe irei mais rápido. 
Quebrarei fronteiras
Saciarei minha fome
Ousarei em minhas aventuras
Apostarei na minha sorte
Sou muito respeitado 
Até invejado 
Por outras raças outros seres
Que ao buscarem o que chamam de liberdade,

falam a mundo que observam tudo pelos meus olhos.
Sei que quando me avistam passando imponente,

me observam em silencio.
Chegou à hora
Meu corpo esta agitado
Sinto sede de aventuras
Quero saber o que há alem dos limites que já visitei
Sairei solitário
O vento me conduz
Muitos fazem longas jornadas
Mas poucos viverão como eu vivi
Agora abro minhas asas,

deixo o vento passar entre elas.
A imensidão do céu esta límpida,

esta me esperando.
Posso não voltar da minha jornada
Muitos como nós, preferem arriscar,

alguns não voltam.
Os mais velhos nos criticam
Preferem que vivamos ao redor de suas leis
Mas prefiro voar, encontrar o horizonte.
E gritar para todo mundo que eu vivi.

 

Claudia Ribeiro

 

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