Amoriáse crônica

Como pode, o amor, tão grande
 Ser visto no incolor minúsculo de uma lágrima?
 E como pode estar contido, tão sublime
 No abrigo tão escuro e vil de nosso peito?
 E sendo invisível, intocável
 Como podemos vê-lo e senti-lo num simples abraço?
 Não vemos cor
 Não temos o sabor
 Não sabemos a profundidade, a imensidão
 Nem onde começa; ou se acaba
 Nem se aquece ou se inflama
 Ou se quer por que é em nós
 Mas queremos, temos e esquecemos
 Andamos amor sem parar
 E paramos amor sem andar
 Caímos de amor sempre
 E levantamos de amor de repente
 Choramos de amor e sorrimos amor...
 Quem quer que queira amor
 Amor que quer quem queira
 Seja sol ou seja lua
 Seja terra, seja água
 Seja cor ou seja flor
 Seja sempre amor, amor, amor...

Everton Fernandes Manoel

ewerton.manoel@bol.com.br

 

 Menu

"Cantinho dos Poetas"