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Se quiseres, escuta a voz do coração,
E, atento, saberás
o que ele, ao certo, quis.
Mas, não te enganes, ouve a voz
mais da razão,
Sempre justa, prudente, amiga no
que diz.
Razões do coração nem sempre
justas, são,
Porque sentimentais, levianas,
sutis,
Podem só esconder interesses que
vão
Parecer à razão puro motivos
pueris.
A alma de cada um se mostra
presunçosa,
Quando deseja ou quer, sem a
outrem perguntar
Se o que vai proceder vale boa ou
má ação.
tem, pois, cuidado: - a voz do
coração dosa,
Bom que possas ouvir ambas,
sempre ajuntar
Às razões do consciente, as do teu
coração.
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