Coqueiros do mar

Antigo coqueiral, pela praia estendido,
Faz a vista perder-se em todo a longa costa,
parece que, outrora, alguém tenha querido
Oferecê-lo ao mar, supondo que ele gosta.
 
À tarde, sopra forte o leste, e ele, unido,
Se inclina e se recurva à força que arrosta,
Até que passe o vento e, não mais retorcido,
Retoma a posição, como única resposta.
 
O mar, do coqueiral é velho companheiro,
Pois, ele o viu nascer e água deu-lhe às raízes,
Para, em troca, ter sombra onde as vagas descansem.
 
O quadro natural, por si só, conselheiro,
Sua lição ensina aos homens ser felizes:
Trocando bens, a paz justa todos alcancem.

 

Raymundo Nonato de Almeida Gouveia

Cacha-Prego - junho de 1987

 

 

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