Antigo coqueiral,
pela praia estendido,
Faz a vista
perder-se em todo a longa costa,
parece que,
outrora, alguém tenha querido
Oferecê-lo ao mar,
supondo que ele gosta.
À tarde, sopra
forte o leste, e ele, unido,
Se inclina e se
recurva à força que arrosta,
Até que passe o
vento e, não mais retorcido,
Retoma a posição,
como única resposta.
O mar, do
coqueiral é velho companheiro,
Pois, ele o viu
nascer e água deu-lhe às raízes,
Para, em troca,
ter sombra onde as vagas descansem.
O quadro natural,
por si só, conselheiro,
Sua lição ensina
aos homens ser felizes:
Trocando bens, a
paz justa todos alcancem.