Essa árvore tão
velha e sem sombra cativa,
Galhos secos,
perdida a folhagem, sem fruto,
Abandonada e
triste e sem nenhum conviva,
Já foi da Natureza
admirável produto.
Quem a viu, no
passado, imponente e altiva,
Rica de seiva, a
sombra espessa, no absoluto
Domínio do
caminho, ora, vê-la pensativa,
Com o aspecto de
dor de quem tem a alma em luto.
Ontem, símbolo foi
de grandeza, servia
De remansoso
abrigo, a que tinha guarida
O cansado viajor,
de longe ou perto, vindo.
Hoje, a fronde
perdeu, ninguém mais a aprecia.
- A velha árvore,
ali, ficará esquecida,
Até que o tempo
vá, aos poucos consumindo...
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