Passa, por sobre
mim, no azul do céu, voejando,
Ágil, lépido, um
bando alegre de andorinhas,
Acompanho-o, a
vista, atenta se alongando,
Vendo o rumo a que
vai, o lugar de onde vinha.
No espaço,
caprichoso, as curvas vai traçando,
Mais que a vista
acompanhe o vôo, não adivinha
Que procura no
céu, não está achando:
-Fico, assim,
admirando o vôo das andorinhas.
Nossos sonhos são
quais andorinhas ligeiras,
Partem de nós,
alguns perdem-se em devaneio,
Outros, em nossa
mente, ainda aprisionados.
As andorinhas são
fugaces, viajeiras:
-Nossos sonhos,
porém, deixam-nos certo anseio
E, vida afora, por
eles, somos levados.
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