Ao caminho da
fonte, há tempo, abandonado,
Sozinho, o
cajueiro antigo está murchando...
Não mais tem o
verdor alegre do passado,
As flores, frutos,
sombra, o tempo está levando...
Nada lhe vai
restar. teve o tronco lascado,
Foram-se as
folhas. sem vida, os galhos secando...
Lágrimas de resina
escorrem. resignado,
O velho cajueiro
agoniza, murchando...
A última raiz
partiu-se. Ele estremece,
Oscila, pende e
cai, sem sequer um gemido.
Grossa e espessa
resina escura dele escorre...
No espaço, ouve-se
breve e estranho tom de prece,
Que parece sair do
tronco ao chão caído...
Há silêncio
profundo. O cajueiro morre.