No caminho dos eucaliptos

Aquele é um lugar tranqüilo, silencioso, sossegado...
"No caminho dos eucaliptos", o pôr-do-sol cobre
a planície de dourado, e o brilho é tanto que
chega a ofuscar os meus olhos!

O eucaliptal balança seus galhos num bailado tão
frenético, que nos dá a impressão de estar
havendo festa em toda a natureza...

Aqui e acolá, ao lado do meu, passam outros
veículos, mas quase nem os percebo...
Aquela paisagem chama-me tanto a atenção,
que não consigo esquecê-la nem quando a perco de vista!

Por lá, o encantamento é natural...

O cheiro agradável de alguns vegetais;
A terra molhada aromatizando mais ainda o mato verde;
O gorjear dos pássaros;
O ranger dos carros-de-bois;
O contínuo sobrevôo das aves carniceiras;
Gados espalhados pelo pasto;
Os cortadores de cana com seus feixes na cabeça;
Agricultores retornando da lavoura;
Os vendedores de frutas ao longo da estrada...

Tudo, tudo naquele caminho é mágico!

Durante o percurso, admiro a vasta plantação
de cana-de-açúcar...
No ar, o cheiro da fabricação do mel as denuncia.
Em todo o trajeto, avistamos treminhões,
transportando a cana queimada,
e soltando palhas ao vento...

Mais adiante, entre uma paisagem e outra,
alguns vilarejos.
Peões ajuntados, à espera da condução que os leve
de volta à casa, após mais um dia
de labuta pelos campos.

Assim é aquele caminho...
Exatamente como eu gostaria que fosse
o meu pela vida:

Cheio de paz!

Laura Limeira

Recife, 04.10.2002 - 16:32H

LauraLimeira@aol.com

 

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