Mais um dia de saudades

 

Se pudesse ficaria contigo por toda vida
Não somente ontem, mas hoje, amanhã, e sempre
Amo-te há tanto tempo, que os dias já são perdidos
Mas já és habitante de mim, desde eternamente

Ah, quão triste e solitária ultimamente vivo
Nesse dia que se consagra os namorados
Quando, discreta, observo os casais que se abraçam
E choro baixinho relembrando-te ao meu lado

Então recolho-me, vou para o campo, e ando pela relva
E a cada vento que assobia, a brisa espalha-se em orvalho
Num bailado suave, orquestrado pelo cantar dos pássaros
Que sobrevoam as campinas, de galho-em-galho...

E o nosso passado vem à tona
Que nem furacão em dia de tempestade...
Fecho os meus olhos, e deixo-me transportar
Àquelas deliciosas e inesquecíveis tardes...

A saudade chega, machuca, e faz-me relembrar...

De quando perdia-me em teu olhar
E embriagava-me com a tua voz...
De quando eu segurava na tua mão
E me sentia protegida de tudo...

Das vezes em que acarinhando os teus cabelos
Entre minhas mãos que ansiavam por ti...
Teu corpo quente deslizava, lânguido e suave
Enroscado no meu, nas noites sem fim...

Saudade desse teu cheiro de homem do mato
A perfumar nossa alcova de amor...
De saborear o teu beijo indecente, atrevido
Beijo guloso e demorado que eu adorava ganhar...

Ah meu Deus, que saudade de te ouvir dizer-me
"Eu te amo, meu anjo"...
E que saudade que sinto de quando eu te respondia
"Eu quem te amo, amor"...

Vida minha, amor meu, anjo mais que adorado
Que tudo o que for de melhor, para ti seja destinado
E estejas com quem estiveres, desde à saúde ao amor
Te desejo tudo de bom, nesse "Dia dos Namorados"!

 

 

Laura Limeira

Recife, 11.06.2005 - 02:43H

LauraLimeira@aol.com

 

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