Conchinhas do mar

Nesse dia de sol, sento-me à beira-mar,
e tudo em mim incomoda!
Desde as lembranças até as saudades que sinto...
O pior, são os pensamentos.
Neles, tudo se fixa !

Na areia, tento escrever uma poesia,
mas só o teu nome desenho.
Decido então, cantarolar uma melodia,
e logo escuto, ao longe, aquela nossa canção.
Olho para o calçadão e lembro de nós dois,
a passear abraçados... Não dá!

Estou prisioneira pelos retalhos da minha vida...
Pedaços remendados pelo teu amor,
que contam nossa história cerzida pela minha dor...
Fico a olhar o horizonte ao longe, e observo...

O pescador retornando à praia,
com o seu barco cheio de peixes.
Pessoas caminhando de um lado para outro,
sem pressa de chegar lá, nem cá.
A maria-farinha que se esconde sob a areia molhada,
e casais, trocando carinhos, bem aqui, ao meu lado!

Ai meu Deus, a estrela-do-mar está morta!
Olha, encontrei as conchinhas que você me pediu, lembra?
Lá se foram as minhas sandálias com a onda...
O dia está tão lindo... Que pena!

Laura Limeira

Recife, 07.10.2002 - 03:43H

LauraLimeira@aol.com

 

 Menu

"Cantinho dos Poetas"