Como fosse verso

(In-memorian da amiga-poeta

Sophia de Mello Breyner Andresen)

Apenas uma estrela que seguiu para seu novo habitat
Encantando-se como outras para a via-láctea iluminar
E mantendo a sintonia para escrever o que é amar
Seja nos dias de sol ou nas noites de luar

Assim é o destino de todos nós, pobres mortais
Buscando objetivos, quereres impossíveis, sonho contumaz
Quando um dia é chegado e dele faz-se o fim, ponto final
Lendo-se, "como fosse verso", sobre a fria lápide: aqui jaz!

Na minha lembrança, guardarei como puro alento
Teus poemas líricos, de sensibilidade ímpar, abismal
E em tua homenagem ofereço as flores da saudade
No meu adeus à amiga do Porto, lá de Portugal..
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Laura Limeira

Recife, 02.07.2004 - 23:46H

LauraLimeira@aol.com

 

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