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Chegamos atrasados para o espetáculo do pôr-do-sol.
Aquele amarelo-ouro já ia sumindo com o seu brilho
enquanto a noite descia negra, sobre "a ponte".
Diante daquele mar barulhento de águas azuis,
ficamos a admirar o horizonte longínquo...
Ali, abraçados a namorar, fomos assistidos pela natureza
e permanecemos na cumplicidade mágica daquele
tapete de madeira e ferro, por um tempo inesquecível...
A brisa fresca acariciando a nossa pele;
O vento forte soprando nos meus cabelos;
O navio ao longe...naufragado!
Gente que ia e vinha, a passeio...
Casais que ora beijavam-se, ora davam-se às mãos e
entregavam-se em abraços carinhosos;
O barulho das ondas quebrando nas pedras...
Ah, quantas saudades que sinto de tudo...
Do pôr-do-sol que não vimos;
De tudo o mais que poderíamos ter vivido e não vivemos;
Da quentura das tuas mãos a segurar as minhas;
Dos nossos beijos ardentes, prolongados, apaixonados;
Saudades, só saudades...
Da tua essência em mim que se impregnou;
Desse amor sem tempo nem idade;
Dessa certeza que me deste de ser tão amada;
De enxergar em nós tamanha igualdade;
Saudades...do estar contigo, simplesmente!
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