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Espelhada no meu close, minha imagem reflete-se
Em dimensões de vários tamanhos...
Olho-me, analiso-me e então pergunto-me:
Então serei eu duas mulheres...
Uma triste, outra alegre?
Não, essas não podem ser eu, pois
Em nenhuma delas reconheço-me!
Dois rostos tristes de olhares perdidos...
Onde ficou àquela mulher animada?
E a luz dos meus olhos, onde está?
Por quê tão vazios agora?
Fiquei no caminho, na estrada?
Em que época da vida me perdi?
Que foi que o mundo fez de mim?
Não posso ser uma nem outra...
Mais pareço "anverso" do meu eu interior!
Não, em nenhuma dessas me percebo
A não ser no pequeno espelho embaçado
Que reflete minha pele espelhada
Sobre cacos de vitrais estilhaçados!
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