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A pedido de Mentores Espirituais da Casa de Fabiano, no Rio de Janeiro, Mariana, Espírito há muito desencarnado, relatou, através de um dos médiuns, a experiência que, com seu esposo, viveu em sua última encarnação. Moravam em pequenina cidade do interior de Pernambuco, onde nem iluminação elétrica havia.
Possuíam cinco filhos. O esposo buscava o sustento da família trabalhando na lavoura, por vezes a longa distância. Mariana cuidava da casa , fazendo todo o serviço doméstico, inclusive cuidando de uma horta e de um pomar, e ainda da criação de animais domésticos, o que ajudava também a alimentação dos filhos. A casa era muito humilde.
Não havia qualquer escola na região. Mariana, que estudara até a 6ª série, ia instruindo os filhos e um dia sugeriu ao esposo que, para aproveitar algumas horas vazias, improvisassem uma escola, mesmo que rudimentar, para que as crianças dos vizinhos também pudessem estudar. Os primeiros resultados foram excelentes. As crianças da pequenina cidade acorriam. Então, um sitiante ofereceu um galpão que havia em sua propriedade para que a escola fosse ampliada. Tudo foi improvisado. Os bancos e carteiras eram de velhos caixotes e um quadro-negro foi pintado em tábuas emendadas. A primeira turma era de 32 crianças. Mariana caminhava diariamente mais de três quilômetros, mas jamais deixou as crianças sem as lições. Sem descurar também dos seus deveres domésticos.O tempo foi passando e o progresso também foi chegando. Um dia, dezesseis anos depois, a Prefeitura inaugurou, finalmente, um grupo escolar na cidade. Uma professora diplomada foi mandada de Recife. A escola de Mariana terminara sua missão.
Mariana, com o apoio do esposo, e então com a ajuda de vários filhos, resolveu realizar outra tarefa de solidariedade para aproveitar suas horas vazias... Instalou, então, em sua moradia uma Casa da Sopa. Os pobres e viajantes sem recursos encontravam ali, todos os dias, uma suculenta refeição, num ambiente acolhedor. Em torno da casa havia canteiros de flores e não muito distante uma horta bem cuidada.
Aos 93 anos de idade Mariana desencarnou. Foi recebida na Espiritualidade por Espíritos que obtiveram dela instrução, orientação e até sustento alimentar. Esclareceu um dos Mentores da Casa de Fabiano:
“Agora, da Espiritualidade ela tem outras tarefas, inclusive a de assistir alguns abrigos para crianças aqui na Terra, que funcionam como depósitos, sem o ingrediente indispensável para a educação: o amor. Constrangida, Mariana não contou toda a sua história. Possuía filhos deficientes e não foi fácil contagiar o esposo com o amor que irradiava.. Em verdade, para garantir o sustento dos filhos e de outras crianças ela não tinha horas vazias. Trabalhava até tarde da noite fazendo doces e bolinhos para vender. Transmite sempre uma amorável sugestão, de que vigiemos, para não perdermos a fé e a confiança em Jesus, e oremos, para que nos mantenhamos resignados diante de todo o testemunho."
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