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"Em O
Santo dos Nossos Dias, contamos o caso do Gato Sávio, que
obedecia as suas recomendações verbais e passou a vir ao centro
espírita só depois das dez horas ou onze da noite porque o Chico
lhe dissera que não aparecesse antes, que poderia ser morto pelo
médico que aconselhara o seu sacrifício. Ali,também, falamos da
reencarnação de Branquinho, um cachorrinho de malhas pretas que
apareceu na casa do Chico,e que era igualzinho a outro que ele
possuíra durante muitos anos."
"...
Chico me contou que um dia vinha da fazenda onde trabalhava,
Fazenda do Governo, e no meio do caminho encontrou um cobra enorme
de bote armado para atacar alguém. Chico parou, olhou-a bem e
disse-lhe:
-Volte para
casa! Você não sabe
que vai morder alguém e que eles vão te ferir e matar?
A cobra
ouvi-o.
-Vai para
casa, - falou Chico de novo.
A cobra
desenrolou-se e saiu, entrando no mato. Chico também prosseguiu o
seu caminho."
"Um dia
alguém conversava conosco em Belo Horizonte e falava-se sobre
Chico com muito entusiasmo.
-Você sabia
da última?
-!!!
- O Carlinhos
e o Arnaldo Rocha iam pescar aos domingos e levavam o Chico. Todos
pegavam peixe menos ele. O coitadinho ficava quieto, quieto,
esperando o peixe, e, nada!
Um dia
destes, estranhando o fato, um deles olhou a linhada do Chico e não
encontrou o anzol !
Meu
interlocutor deu uma risada, nós também rimos.
-Não tinha
anzol !
O Chico
colocava a linha no rio mas colocava sem anzol...!
Agora compreendíamos
melhor o homem de Deus."
Trechos
do livro "Recordações de Chico Xavier" de R. A.
Raniere
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