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Eu
quisera ser Uma
paineira robusta e farta, De
flores cor-de-rosa, Dando
um toque de amor Ao
verde-esperança De
todos os campos... Quisera
ser a flor aberta No
algodoal, Dando
um toque de paz Às
margens dos córregos E
das fontes Cujas
águas correm borbulhantes... Quisera
ser a palmeira altiva Desafiando
o vento que sopra Sobre
os montes... Quisera
ser a ave que canta Ao
alvorecer, E
pia amorosa, chamando o companheiro Para
o aconchego do ninho, A
cada entardecer... Ah!
como eu gostaria de ser, (Oh!
como) um rebento puro Da
Natureza que, silenciosamente, cresce E,
silenciosamente, louva o Pai Em
prece agradecida Pela
bênção da Vida! A
semente escondida... A
flor que se entreabre Sem
que ninguém perceba... O
trigo que triturado, Não
chora, não reclama, Mas
se converte em pão... A
fruta que madura, sacia a fome De
quem a arranca do galho Que
é seu berço, Sem
mágoas, sem acusação, Pronta
para renascer da semente Que
ficou esquecida sobre o chão... Eu
quisera penetrar o coração Da
Terra. Descobrir
seus segredos De
Jovem pura, ou ouvir Sua
voz, seus cantos, seus penares, Suas
vivências milenarares A
servir e a servir... Ah!
Terra Mãe! Volto
hoje, só para louvar-te! Ah!
Natureza amorável! Quisera
poder enfeitar-te Com
as cores dos meus sonhos Que
foram ficando atrás... Sê
bendita! Escrínio de meus amores, Refúgio
de minha paz! Chão
que és Repouso
para meus pés, Céu
que és luz Para
meus olhos! Chão
de barro, falando de meu corpo, Céu
de anil, falando de minha alma, Eterna,
redimida! Bênçãos
que sois de Deus, Eternizando
a Vida! Chão
de barro, Céu
de anil! Corpo
e alma De
meu doce Torrão Meu
amado Brasil!
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